Reforma Tributária em 2025: A Batalha Agora é a Regulamentação. Sua Empresa Está Pronta?
19.09.2025
Reforma Tributária em 2025: Já não é mais "se", e sim "como". O Foco Agora é a Regulamentação.
Se em 2024 o debate sobre a Reforma Tributária era marcado por incertezas sobre sua aprovação, em setembro de 2025 a realidade é outra. A reforma não é mais uma proposta; é uma mudança constitucional promulgada. A grande questão que domina as discussões em Brasília e nas diretorias das empresas de todo o Brasil agora é: como as novas regras funcionarão na prática?
A batalha atual acontece no campo da regulamentação. São as Leis Complementares, que estão em intenso debate no Congresso, que irão preencher as lacunas e definir os detalhes operacionais que impactarão o dia a dia do seu negócio.
A equipe da Tax.b continua na linha de frente, analisando cada detalhe para trazer clareza sobre o que esperar e como agir.
O Que Já Está Definido? Os Pilares da Emenda Constitucional
Após a complexa tramitação entre Câmara e Senado, a Emenda Constitucional da Reforma Tributária foi promulgada no início de 2025, estabelecendo a estrutura principal do novo sistema fiscal. É crucial ter estes pontos consolidados:
Criação do IVA Dual: O Imposto sobre Valor Agregado será dividido em CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), subnacional (estados e municípios).
Extinção de 5 Tributos: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS serão gradualmente extintos.
Princípio do Destino: A tributação ocorrerá no local de consumo dos bens e serviços, encerrando a complexa "guerra fiscal".
Não Cumulatividade Plena: A promessa de que todo imposto pago na etapa anterior da cadeia poderá ser usado como crédito, eliminando o efeito cascata.
Imposto Seletivo ("Pecado"): Uma sobretaxa sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
O Ponto Crítico de 2025: As Leis Complementares em Debate
É aqui que o "jogo é jogado" este ano. As Leis Complementares são o manual de instruções do novo sistema. Os principais pontos em discussão e que sua empresa precisa monitorar são:
A Alíquota Padrão: Embora a Emenda Constitucional tenha fixado as regras, ela não cravou o percentual. As estimativas ainda orbitam entre 26,5% e 27,5%, mas o número final dependerá das regras de creditamento e das exceções que forem confirmadas na lei.
As Regras de Creditamento: O "coração" da não cumulatividade. O que, de fato, dará direito a crédito? A discussão abrange desde a aquisição de bens e serviços até a forma de creditamento sobre ativos imobilizados. Para o setor de serviços, esta é a definição mais crítica.
Regimes Específicos: Como funcionarão, na prática, os tratamentos diferenciados para setores como saúde, educação, agronegócio e para profissionais liberais? A regulamentação definirá o tamanho do benefício e as condições para se enquadrar.
O Comitê Gestor do IBS: A criação e governança deste órgão, que será responsável por administrar o imposto de estados e municípios, é um dos maiores desafios políticos e operacionais da regulamentação.
O Cronograma de Transição: A Contagem Regressiva Começou
Com a estrutura definida, o cronograma de transição é a informação mais prática para o planejamento das empresas. Fique atento às datas:
2026: Início do período de teste. A CBS e o IBS serão cobrados com alíquotas mínimas (cerca de 1%), convivendo com os tributos atuais. Será o primeiro momento para as empresas testarem seus sistemas e processos na prática.
2027 a 2032: Período de transição efetiva. As alíquotas dos impostos antigos (ICMS, ISS, etc.) serão reduzidas progressivamente, enquanto as do IVA (IBS/CBS) aumentarão na mesma proporção.
2033: Implementação completa do novo sistema e extinção total dos tributos antigos.
A Hora de Agir é Agora: Do Planejamento à Ação
Esperar a publicação final de todas as Leis Complementares para começar a agir é perder um tempo precioso. O ano de 2025 é o momento de planejamento estratégico e tático. As empresas líderes de mercado já estão:
Mapeando processos: Entendendo como a nova lógica de crédito impactará suas compras e vendas.
Adaptando sistemas (ERPs): Os softwares de gestão precisarão ser completamente parametrizados para o novo modelo.
Revisando contratos e precificação: O repasse de preços e a negociação com fornecedores e clientes serão diretamente afetados.
Na Tax.b, nossa equipe está imersa nos debates das Leis Complementares para oferecer a você não apenas informação, mas um diagnóstico de impacto e um plano de ação claro.
Não seja reativo. Seja estratégico. Entre em contato com nossos especialistas e construa o futuro fiscal da sua empresa com segurança e previsibilidade.